segunda-feira, 28 de março de 2011

Tensão Controlada

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Sim, eu sou uma pessoa um tanto neurótica.

Confesso até que sou meio medroso. Mas como não ser? Eu não sei mais que lugar é seguro, aonde se deve ou não ir, o que é aconselhável ou não. A violência cresceu em tantos lugares, e de tantas maneiras. Não só de assaltos, roubos, e coisas assim. Mas acho que no geral, as pessoas estão se tornando um pouco mais agressivas. No jeito de tratar os outros, de se portar, a gentileza parece que ficou em segundo plano e cedeu pra pressa, pra correria do dia-a-dia.

Fica difícil entender as pessoas, ainda mais quando gestos tão simples são esquecidos, quando a educação já pareçe não ter mais tanta importância. Por exemplo, dentro dos ônibus, é uma atropelação, um em cima do outro, nunca vi. Todos parecem animais, se esforçando pra entrar dentro de um mesmo lugar, brigando e se empurrando.

O problema de sair de noite sem se preocupar, ou até mesmo de dia, já que nem mais horário propício a assaltos existe mais. Andar sozinho, andar em grupo, andar de carro, pegar ônibus, eu não sei, parece que sempre pode acontecer alguma coisa. Eu realmente fico muito irritado e odeio me sentir impotente em relação as coisas que acontecem. O jeito é não criar oportunidades... mas também temos nossas vidas pra viver.

Eu fico muito indignado quando compramos alguma coisa, nos esforçamos ou guardamos dinheiro por muito tempo, e vem um mané e rouba de você em 5 minutos. É muita injustiça. E tá, vão me dizer que esse mané sofreu muito e tem muitos problemas, não teve oportunidades nem educação... mas poxa, eu também tenho problemas, você também, e acho que não é egoísmo querer as coisas que desejamos, que conquistamos, sonhar com uma vida calma e com qualidade. Sem essas tensões inerentes à vida urbana. Conheço tanta gente legal que já se deu mal nas ruas. Bem, eu também posso estar pensando errado, não sei. Dizem que o que vivemos na sociedade é culpa e reflexo da própria sociedade, mas eu começei minha vida agora, e acredito que não tenho culpa pelo mundo ser como é hoje, apesar de saber que tenho que ajudar a torná-lo um lugar melhor para se viver. Ou é errado e egoísta pensar assim? Só estou dizendo que este mundo está longe de ser ideal, e vai demorar muito para ser justo com todos os seus habitantes. Talvez, por causa dos próprios habitantes.

Mas acredito que essas sejam as consequências do mundo moderno, não? Ou pelo menos a realidade de uma cidade que cresceu demais, cresceu mais do que pôde suportar. Ou simplesmente, a realidade do Brasil.
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quarta-feira, 23 de março de 2011

Escolhe-se ser gay?

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Hoje foi um dia muito diferente...

Estávamos na aula de Interculturalidade na Universidade conversando em grupo com as 2 professoras que ministram a aula, sobre escolhas e caminhos, que nada deve ser 100% radical, que não existem verdades absolutas ou coisas que estejam totalmente certas ou totalmente erradas, boas ou ruins. Tudo depende do lugar, da cultura, do povo, e principalmente, de quem vê essas questões, do observador, pois ele que define sua verdade interna.

E então numa discussão sobre o que é certo e errado para cada um, eu disse justamente isso, que as coisas não podem e nem devem ser extremadas pelo que é correto ou não, sempre temos que dosar e tolerar as pessoas em suas próprias individualidades desde que elas não interfiram na dos outros. E claro, cada um deve respeitar a individualidade do próximo, procurando compor uma sociedade justa e igualitária. Sim, um pouco utópico...

E então meu namorado disse que concordava com isso, e para a minha surpresa e de toda turma, ele falou mais ou menos isso:

"Por que, assim, eu sou gay, e acho errado quando as pessoas se referem a homossexualidade como 'opção'. Todos sabem que não é uma opção, você não escolhe, você nasce assim, e ainda assim se fala em 'opção'. Eu não escolhi ser gay, você acha que eu escolheria em sã consciência fazer parte de uma minoria, que sofre preconceitos, e ainda por cima pode apanhar na rua por besteiras?".

Ele falou o que nós estávamos conversando baixinho, sussurando, o que eu e ele pensávamos sobre essa questão da "opção". Mas eu nunca pensei que ele realmente pudesse falar alto pra todos daquele jeito! Eu fiquei tão feliz por ele, por ele ter essa atitude. Por que às vezes eu também gostaria de ter essa mesma coragem e dizer, defender minhas idéias sem ter que ficar pensando baixinho só comigo. Isso desencadeou mais algumas discussões sobre o tema, mas não houve problema algum com as professoras ou os alunos. Eu já contei pra minha mãe que sou gay fazem anos, e hoje está tudo bem, sem problema algum, ela e meu namorado se dão muito bem inclusive. Mas ainda tem o mundo pela frente, que é muito diferente de um coração de mãe...

E sobre a questão da escolha, eu sei dentro de mim que não foi uma escolha, que não se escolhe isso, do mesmo jeito que não se escolhe nascer negro ou nascer mulher, nascer baixinho ou alto. Religião é muito mais uma questão de escolha do que todas essas outras. Só queria dizer que o admirei muito por fazer isso, e inclusive no final da aula alguns colegas vieram dar os parabéns pela coragem dele, é sério! Nem todos na sala sabiam que ele é gay, e nem sobre mim, nem que somos namorados. Mas grande parte já desconfiava... e na realidade, acho que agora não tem problema algum em contar sobre nós também!

Volta e meia eu provoco ele pedindo pra ele me dar um beijo em público ou me abraçar, e ele se morde todo! Eu dou um abraço tímido, um beijinho rapidinho na bochecha antes que alguns estudantes passem e percebam, mas espero pelo dia em que possamos ficar juntos sem problema algum.

Por que eu amo ele, e se qualquer um parar e pensar, não há problema nenhum em amar, não prejudica absolutamente ninguém, muito pelo contrário! Só traz alegria =D

Ponyo!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Tediosa tarde de Verão

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Naquela tediosa tarde de verão,

Quando todos saíram de casa e eu fiquei sozinho,

Cansado de tanto olhar pras paredes e

quando os livros e o computador também já estavam cansados de me olhar,

Percebi que o calor, a monotonia e o tédio

me deixavam mais vegetativo ainda.

Só havia uma coisa que eu poderia fazer.

Eu saio de casa e vou andar pelas ruas,

Observando tudo como se visse pela primeira vez,

Vendo o céu azul e o sol se pondo,

As nuvens se mexendo lá em cima

E o barulho dos carros misturado com o dos passarinhos.

E então começo a correr,

Simplesmente sem motivos começo a correr,

O vento bate em meu rosto e o sangue começa a percorrer meu corpo,

Vou correndo bem rápido sem pensar pra onde vou, despenteando o cabelo e agitando a circulação.

Começo a sentir minhas pernas ficarem quentes e o vento toca meu rosto com mais velocidade, deixando tudo um pouco embaçado.

Eu corro, corro pra qualquer lugar, rápido, despreocupado, determinado, só para correr e sentir esse prazer, meu rosto começa a suar e a respiração ofegar.

E depois desacelero, cansado, respirando rápido, me curvando para o chão pra poder descansar.

E quando fico ereto novamente, sinto o vento mais uma vez em meu rosto, e as nuvens lá em cima, o céu ainda azul e o sol se escondendo, os passarinhos parando de cantar e o ronco dos carros ao longe.

É tão se sentir vivo!

Foi tão bom ME sentir vivo, como parte de um todo, um mundo em movimento. Sentir uma energia passar por mim, como que me acordando de um estado dormente. Não sei o que realmente aconteceu, só sei explicar que essa foi a melhor parte da minha tediosa tarde de verão.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nós costumávamos ser amigos

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~ Há muito tempo atrás, nós costumávamos ser amigos, mas eu não tenho pensado em você nos últimos tempos ~
Sempre que escutava uma música, essa música do trecho aqui de cima, ficava pensando se algum dia ela faria algum sentido pra mim, se alguém ou alguma situação se encaixaria nela. É uma música do seriado The OC, e tocava frequentemente quando alguma amizade balançava um pouco.

Uma vez eu fui idiota e até pensei: "se um dia eu brigar com algum amigo meu, eu vou mandar essa música!". Besteira minha, coisa de adolescente. O fato é que eu nunca briguei com nenhum amigo meu a ponto de querer mandar essa música ou simplesmente nunca mais ver na vida, pois todos os meus amigos verdadeiros são amigos que quero levar pra vida toda. Com exeção de alguns casos, pensando melhor... mas essas são situações bem específicas, e eu tinha meus motivos pra me afastar. Acho que quando amizades não fazem bem pra gente, quando nos incomodamos mais do que nos alegramos, não vale a pena continuar, certo? Não sei, acho que esse é meu critério.

Amizades vem e vão, e as que ficam são aquelas que são importantes demais pra a gente deixar ir, permitir que sequem e acabem. Quando as amizades são resistentes e importantes assim, não tem como deixá-las partir, por que elas simplesmente já estão na gente, dentro de nós, grudadas de tal maneira que não podem mais se separar. Assim que me sinto com as pessoas que sei que jamais vou deixar de ser amigo.

Por outro lado, algumas amizades são passageiras. Não que não tenham sido importantes, mas elas acabam, tem um prazo de validade que a gente nem imaginava que pudesse existir. Eu era super amigos de 2 meninas, e gostava muito de ambas. Elas eram amigas entre si e acabaram brigando, foi uma confusão, e eu nem sei direito como me meti na história também, mas acabei ficando no meio da briga delas. E hoje não falo com nenhuma, do mesmo jeito que elas entraram na minha na minha vida quase juntas, saíram assim também. E, por incrível que pareça, às vezes sinto falta delas. Sinto mais falta de uma do que de outra, mas mesmo assim, sinto saudades, e não sei se isso é normal ou se sou muito apegado.

Por isso que me sinto esquisito quando uma amizade dessas que grudam, ficam com você por anos e anos, parece que está chegando no fim do prazo de validade. Não sei o que fazer, como agir ou como evitar brigas ou distanciamentos. Não sei se é natural ou não, mas é estranho e até meio doloroso.

Pode até ser um processo natural, por que no fim das contas nós deixamos de falar com tantos amigos durante nossa vida, nossos supostos melhores amigos de colégio, vizinhança, nem todos aguentam o tempo e a distância quando crescemos. E não é que seja culpa de alguém, mas são coisas que acontecem, crescemos e mudamos e fazemos outros amigos, assim, desse jeito, por que às vezes combinam mais conosco ou por causa da situação que nos encontramos (mudamos de país, cidade, trabalho).

É só que amigos grandes, quando deixam um rastro e uma marca em nós, passam de uma condição a outra, parece que alguma coisa está errada. E daí, parece que eu começo a escutar aquela música do começo e ela faz um pouco mais de sentido... a long time ago, we used to be friends, but I have'nt tought of you lately at all...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

2010 e Feliz Natal e Ano Novo!

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Então é isso, 2010 chegou ao fim!

Pensando nesse ano, tantas coisas boas aconteceram e tanto mudou.
Agora percebo que eu mesmo mudei, termino de um jeito bem diferente de como começei. De um jeito melhor, eu espero.

Esse foi o ano das surpresas, das reparações, de novas de
scobertas e de amizades, de estágio e de estudo. A faculdade ficou muito mais interessante que antes, e acredito que tirei muito mais proveito dela do que nunca. Esse também foi o ano em que descobri o que é amor (sim, sou clichê! XD), em que me tornei namorado de alguém que no começo do ano jamais imaginaria ser. Se alguém me perguntasse se isso seria possível lá em janeiro de 2010, acho que eu diria que não.

Puxa, e como foi bom dar uma chance e acreditar nela! Valeu cada instante, e tornou esse ano mais mágico ainda, e sou muito feliz por estar do lado dele agora, muito mesmo. Sei que esperei pra encontrar alguém que eu amasse de verdade, e que gostasse muito de mim também, e encontrei isso aonde menos esperava. Sabe, às vezes deixamos um sentimento que não existia antes crescer e tomar conta da gente, e depois percebemos que é quase impossível viver sem ele.

E eu fui acabar encontrando, ou sendo encontrado, por alguém que gosta tanto de mim e quer tanto meu bem. Sou agradecido demais por isso, e sei que fui muito sortudo nesse ano! Sortudo por que pude ver meus melhores amigos reunidos juntos no dia do meu aniversário, por sair com eles a noite, por ser mais eu mesmo, por ser menos preocupado e mais feliz!

E sim, houveram brigas também, e momentos em que eu não sabia direito o que fazer ou que a indecisão persistia em meu pensamento, mas sei que tudo foi um processo e um aprendizado, me deixando mais maduro e forte, tornando esse ano mais intenso do que qualquer outro. Agora, ainda por cima, tenho uma viagem pra fazer que eu nem imaginav
a que aconteceria tão rápido! Na realidade, nem pensava que realmente pudesse acontecer! XD

Obrigado a todas as pessoas que tornaram esse ano maravilhoso!
Amo muito minha família, meus amigos, e meu amor!
2010 Foi um ano repleto de boas lembranças.
E 2011 vai ser ainda melhor! =D

Tudo de MELHOR pra todos!


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dia Surreal

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Foi simplesmente incrível o que aconteceu, quando eu olhei, não pude acreditar. Sei que tive um dos dias mais lindos e especiais da minha vida, um dos melhores dias dela, sem dúvida nenhuma.

Meu aniversário de 20 anos!


Vou tentar explicar aqui um pouco desse dia tão surreal, mas não sei se vou conseguir descrevê-lo à altura do quanto significou pra mim. Eu já estava na casa da minha tia, tinha almoçado com minha família, era um domingo. Dia do meu aniversário mesmo, e já tinha sido ótimo ficar lá com eles.

Sabia que minha melhor amiga ia passar na casa da minha tia pra darmos uma volta de carro. Mas não podia imaginar que quando o carro chegasse, dentro dele estariam algumas das pessoas mais importantes pra mim.

Bem, lá estava meu melhor amigo, minha melhor amiga, a prima da minha melhor amiga, e meu namorado! Meu amigo e minha amiga não são exatamente o que se pode chamar de "amigos", não se falavam há muito tempo, e já há muito desistiram de conviver. Porém, eu sempre fui amigo dos dois, sempre gostei dos dois, por mais que eles fossem diferentes um do outro sempre tive carinho por ambos e os mantive em minha vida desde criança até crescer. E os ver juntos ali significou mais do que posso descrever. Pois sei que estavam fazendo aquilo por mim, uma espécie de sacrifício pra que esse dia surreal fosse bem sucedido e pudesse existir.

E em nenhum momento ficou alguma situação estranha ou um clima pesado, muito pelo contrário, estavam todos tão felizes, dando risadas, alegres, todos tão bem, que nem podia acreditar.

Pois bem, continuando a história. Meu namorado fez toda uma preparação, ele criou uma espécie de passaporte, o passaporte para o "tour do aniversariante"! Após receber o passaporte eu entrei no carro e eles me vendaram. Agora iríamos para lugares importantes pra mim, que tinham boas memórias com todos eles, todos os lugares que significaram momentos importantes desses meus 20 anos. Minha tarefa era descobrir para onde seguíamos, qual era cada um dos pontos, enquanto eles me davam dicas no percurso.

Só posso dizer que foi MUITO divertido e feliz! Passeando de carro pela cidade com trilha sonora de Jay Vaquer, meu cantor nacional preferido, e com todos ali naquele carro, é uma das lembranças mais preciosas que eu tenho.

Quando chegávamos nos pontos, quando eu descobria o lugar, as vendas eram tiradas e ficávamos conversando um pouco sobre as lembranças do respectivo lugar, tirávamos algumas fotos ou descíamos pra caminhar ali. Meu namorado fez a mão plaquinhas pra todos os "pontos", ele as desenhou e com elas eu aparecia nas fotos. Tudo feito com muito carinho, tantas coisas pensadas pra esse dia que só de eles pensarem nisso já valeria a pena.

Dentro dos lugares visitados estava o Spei, colégio onde conheci o melhor amigo, o Tia Paula, colégio que conheci a melhor amiga (e a melhor escola onde já estudei), a Praça do Japão, lugar dos Matsuris e coisas japonesas que eu gostava tanto de participar, o Jardim Botânico, parque dos pique-niques e passeios com os amigos, Yankee, a baladinha com o show do Jay Vaquer onde eu disse sim pra pessoa que hoje é meu namorado e me faz tão feliz, minha antiga casa na Vila Izabel perto dos amigos mais antigos, um parquinho perto de casa onde tive um dia inesperado com os amigos e o pai de uma, a UTFPR onde consegui meu primeiro estágio, e tantos outros lugares que não caberiam listar aqui.

O mais incrível foi chegar em casa, a última parada do meu tour, por que afinal, "não existe lugar como a casa da gente", e ver que ali tinha uma festinha praparada e que meus outros amigos lá esperavam por mim!

Sério, esse foi o dia que mais me achei importante na vida daquelas pessoas! Me senti tão querido e amado pelos amigos e família que não sei descrever a sensação ao certo. No final, ainda tinha um vídeo gravado com as pessoas que não podiam estar presentes, mais uma surpresa feita pelo meu namorado. Quando achei que não haveriam mais surpresas! Num certo ponto até me perguntei se merecia tudo aquilo.

E eu estava em êxtase, não acreditava no dia surreal que havia vivido. Com certeza um dos dias mais felizes, mais emocionantes, mais memóraveis... o aniversário de 20 anos. Mais surreal ainda foi perceber que ele realmente aconteceu, e pereceber que aquelas pessoas realmente existem, pessoas incríveis que tornaram esse dia surreal num dia real em minha vida, que ficará gravado no meu coração SEMPRE!

Só tenho a agradecer a todos eles, e agradecer a qualquer força misteriosa/sobrenatural/seja lá o que for, que trouxe pessoas assim na minha vida.

Realmente, MUITO OBRIGADO!


terça-feira, 12 de outubro de 2010

My Special One

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É impressionante o jeito que gosto de você, como sinto sua falta tão rápido, como te quero tão bem, é impressionante poder amar você!

Como fui sortudo por você aparecer na minha vida, alguém que estava ali o tempo todo, até que eu finalmente o pudesse enxergar de outra maneira e perceber quantas coisas boas podiam nascer ali. Justo eu, que sempre tive tantos pensamentos sobre amor, relacionamentos, namoros e como todas essas coisas deviam ser, acabei achando alguém do jeito que eu imaginava, como já pensava não existir.

E sou feliz por ter dado a chance de tantas coisas boas aconteceram na minha vida. Acho que realmente precisamos arriscar nossos sentimentos, e quando nos damos conta, vemos que valeu a pena!

E hoje não consigo me imaginar sem você. Talvez seja um problema, um vício, às vezes até me dá medo, mas tudo o que eu quero é poder aproveitar o tempo que tenho o seu lado, o máximo que puder!

Te fazer feliz, tanto quanto você me faz, te fazer sentir especial, querido e amado, assim como você me faz sentir. E, enquanto estiver ao seu lado, quero lhe proporcinar todas essas boas coisas, as melhores coisas do mundo.

Por que?
Simplesmente, por que eu te amo!


domingo, 12 de setembro de 2010

Inquietação

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Inquietação

Algumas vezes,
Um sentimento estraho vem ao peito,
Alguma coisa que não sei explicar direito.

Não sei dizer o que é,
Mas é algo que me faz pensar, questionar,
E me sentir estranho e errado, de repente, atordoado.

No que estou fazendo, no que poderia ser,
No que estou deixando de fazer e ser,
Naquele futuro que nunca vai acontecer.

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Não sei ao certo por que escrevi isso, me senti assim e em 5 minutos digitei isso aí. Nem sei se pode ser considerado 'poema', ainda mais por que tem rimas bem toscas, mas foi alguma coisa que eu quis botar pra fora no momento.

Costumeiro sentimento do meu ser, que volta e meia costuma vir me visitar só pra atrapalhar.

domingo, 27 de junho de 2010

Fofoqueiros(ras) de Plantão

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Não entendo.

Realmente não entendo qual o objetivo de fofocar, falar sobre a vida dos outros, a não ser a própria diversão do fofoqueiro(a) em questão, pra passar o tempo ou preencher o vazio de sua vida. A não ser, claro, aqueles piores, que também fofocam para o mal (como se existisse um aspecto positivo nesse prática), com o intuito de prejudicar as pessoas mesmo. Acontece que, na maioria das vezes, é inevitável. Eu mesmo já começei a falar de alguém e no meio da conversa pensei: "putz, que besteira falando aqui...".

O que nos resta então é o policiamento e o auto-controle. Eu sei que não quero que saiam por aí falando mil e uma coisas de mim, em primeiro lugar por que isso cria mentiras e é desagradável, e em segundo por que não é certo. Por que eu quero fazer pelos outros o que eu acho que os outros fariam por mim (mesmo que não façam), e acho que não tenho nada a ver com a vida das outras pessoas.

Pena que poucos seguem essa regra, e outros ainda fazem questão de fazer o contrário.
E olha que antes de conhecer algumas pessoas eu me achava curioso...
O fato é que tem uns que exageram, e esses sim que dão raiva.
Quantas vezes já causaram problemas...

O que me faz lembrar de uma cena muito boa do filme 'Dúvida', em que o padre faz um discurso sobre fofoca. Aliás, ótimo filme.

No discurso, uma mulher sai pela cidade dizendo coisas sobre outras pessoas que nem tinha certeza, fofocando de um lado e de outro. Depois, vai implorar perdão para o padre. O padre diz que a primeira parte de sua penitência seria pegar um travesseiro de penas e esfaqueá-lo no topo de um prédio e deixar todas as penas voarem ao vento. No outro dia ela voltou a falar com o padre, e ele disse que agora ela deveria juntar todas as penas do travesseiro e costurá-lo em uma única peça.

"Mas é impossível, não sei onde elas estão, o vento as levou para qualquer lugar", ela disse.

"E, isso, é fofoca", respondeu o padre.

Uma vez ditas as palavras, verdades ou não, elas nunca mais podem voltar, e nunca pode-se ter certeza de em quais ouvidos elas foram parar.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Por que o homossexualismo deveria ser proibido

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Bem, esse texto na realidade eu traduzi de um vídeo que achei por acaso no youtube, e achei muito interessante. A tradução provavelmente não deve estar perfeita, já que meu inglês não é fluente...

Mas mesmo assim acho que dá pra entender, quem quiser ver o vídeo clique aqui. O mais legal é a ironia com que o menino fala sobre a questão, o que faz a gente pensar mais um pouco sobre o assunto. Ele trata basicamente do casamento gay. O vídeo é americano e por isso foca mais na questão cultural dos Estados Unidos, mas mesmo assim podemos perceber e entender os argumentos que servem para qualquer nação. Pois, como já sabemos, ser ou não gay independe de personalidade, religião, nação, ou etnia, simplesmente acontece.

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Por que o homossexualismo deveria ser proibido

Há várias razões do por que o homossexualismo deveria ser proibido.
Em primeiro lugar, homossexualidade é completamente não natural.
Assim como óculos, poliéster e controle de natalidade não são.

Em segundo, casamento gay não é apoiado pela religião.
E em uma teocracia como a nossa, os valores de uma única religião são sempre impostos ao país todo. É por isso que só temos uma religião nos Estados Unidos

Terceiro, casamentos gays são inválidos por que são incapazes de produzirem crianças.
É por isso que casais inférteis ou casais mais velhos não podem se casar, por que o mundo precisa de mais crianças.

Quarto, casamento gay vai encorajar mais pessoas a serem gays, do mesmo jeito que andar com pessoas altas torna você mais alto.
Basicamente, evidências científicas compravam que homossexualidade é uma doença contagiosa.

Quinto, se permitirmos que casais gays adotem crianças, então obviamente eles criarão crianças gays, por que pais héteros só criam filhos héteros.

Sexto, casamento gay é simplesmente estranho, assim como casamentos inter-raciais e aveia instantânea. Nós provavelmente deveríamos banir esses também.

Sete, quando se trata de adoção de crianças por gays, as crianças nunca podem se desenvolver bem sem um exemplo masculino e feminino dentro de casa. É por isso que pais solteiros são proibidos de criarem seus filhos.

A maioria dos americanos acredita que a homossexualidade deveria ser ilegal.
E o que é popular é sempre certo.
Lembrem-se, nós vivemos em um país livre.
Nós temos o direito de comer o que quisermos, temos o direito de pular por aí que nem idiotas, temos o direito de vestir camisetas Havaianas coloridas em público.

Nós também temos o direito de proibir que duas pessoas apaixonadas se casem.
Então, por favor, vote por justiça.
Por que homossexuais não merecem liberdades básicas.

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Ah, vale lembrar que a palavra "homossexualismo" está errada, já que o sufixo "ismo" pressupõe doença, o que já foi comprovado não tem nada a ver com a questão. Acho que o autor do vídeo preferiu usar esse termo justamente pra chamar mais atenção ao assunto, já que muitos ainda consideram a homossexualidade como uma doença.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Emails Vigiados?

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Esses dias eu parei pra refletir durante a aula, quando a professora comentou alguma coisa sobre emails e tal. Aonde ficam nossos emails afinal?

Certamente eles não ficam pairando no ar, ficam em algum lugar físico, que nós nem temos idéia de onde é. Tudo o que podemos fazer é acessar nossos emails de qualquer lugar, e pronto, lá eles aparecem, como se estivessem naquela máquina o tempo todo. Agora da onde eles vieram ninguém sabe dizer...

O que me faz questionar outras coisas. Esses emails tem que ficar em algum lugar, devem ficar, afinal as caixas de entrada e saída tem vários megas de espaço, algumas até gigas. Então em algum lugar elas ficam que não é o nosso computador. Deve ser então o computador do dono dos emails. A empresa, no caso, que dispõe esse serviço para todos os outros utilizarem.

Mas espere um instante... Se os emails ficam na empresa que guarda os emails isso quer dizer que os donos ou funcionários dessa empresa podem ver nossos emails? Ou seja... de quê adianta por senhas se eles próprios tem acesso as essas senhas e nossos emails?

Deve ter algum código de ética ou sei lá que proiba que esses caras vejam os emails das pessoas que utilizam o serviço deles, mas é curioso pensar que na realidade nada está totalmente seguro! Quem garante que os donos do Google não possam ver os gmails de quem eles quiserem? Se bem que isso não deve ser de muita utilidade pra eles... mas quem sabe?

Sim, eu sei, besteira pensar nisso e até fazer um texto sobre o assunto, mas eu não pude evitar. Às vezes penso nas coisas mais esquisitas possíveis, e isso, de algum jeito, pareceu algo interessante de se pensar, por mais que seja um tanto inútil.
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Menino da Estação

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Menino da Estação

Eu estou...


Quebrando minhas costas para saber seu nome,
Rastreando seus passos enquanto você dorme,
Fazendo o possível para escutar sua voz,
Querendo demais não ficar mais a sós.

Meu palpitante coração paralisa,
Cessa o batimento em meio a tanta euforia,
Meu raciocínio se confunde quando você se aproxima,
Transbordando em mim uma incoerente alegria.

Mas não consigo nem falar nada,
Embora mil palavras estejam nos meus lábios,
Nada que eu faça te atrai pro meu lado.

E isso eu já sei,
Já conformei, chorei e compliquei.
Você não vai mudar, e eu não posso te obrigar.

Mas não é nenhum pecado admirar,
Seu olhar que tem tanto a ocultar.
Sonhando, fantasiando, esperando...
Por algo que nem eu possa imaginar.
Sem que tenha alguém real pra amar.

E se você me questionar,
Não sei explicar como essa permanente obsessão foi se fixar.
Assim, rápido desse jeito, desajeitando o meu pensar.
Acho que no fim das contas esse é o meu apaixonar.
Criando sentimentos inexistentes
Por alguém que nada sente.

E sempre vejo seu lindo cabelo acastanhado,
Caído sobre ofuscante olho dourado.
Tudo ordenamente alinhado,
Tudo perfeitamente penteado.
Pele sedosa refletindo luz do sol,
Tudo em sua volta deixando-me em prol de um amor maior.

Você andando com seu nobre porte pela rua,
Eu até diria que é a própria imagem de minha idealizada perfeição.
Tanto garbo vagando por aí sem muita convicção,
Esperando alguma coisa despertar a atenção.

Tão sério olhar têm a mostrar,
Com essa bela face fria, fechada e resguardada.
Assisto seu nada rústico rosto,
Esculpido com tanto gosto.
Corpo cuidadosamente moldado,
Deixa-me visivelmente atordoado.

Ah, se você me deixasse te bajular!
Ficaria tão feliz em te agradar.
Procuro acreditar que esse não é um conveniente gostar.
Apenas por que a mim você nunca irá amar,
E eu nada terei que arriscar.

Um claro e breve sorriso,
Um raro olhar mais que amigo,
Aspiro por isso, nem um pouco indeciso.
E nada consigo, com seu constante silêncio nocivo.

E agora e por enquanto,
Tudo que faço é escrever, escrever, escrever.
Para ter algo seu a lembrar quando a noite eu deitar,
E assim me recordar de quem um dia eu pretendia amar.

O menino de todo dia da estação,
Sem eu nada saber sobre seu coração.

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Acho que posso considerar esse post como continuação do post "Romances Juvenis".

Bem, esse é um poema que eu escrevi há muuuito tempo atrás a respeito de um menino que eu era apaixonado, muito apaixonado. No princípio, eu não era amigo dele, nem sequer sabia seu nome, nós só pegávamos o mesmo ônibus no mesmo tubo, estação do Passeio Público. E eu sempre via ele, procurava ficar perto dele, sempre procurando bater meus horários com os dele.

Realmente era um amor bem platônico, visto que eu não sabia nada a respeito do garoto, gostava apenas de ficar "junto", observar, e poder imaginar se algum dia aconteceria algo. Até que um dia encontrei ele num evento de animes que eu costumava frequentar bastante, e vi que ele gostava dessas coisas. Um dia, no ônibus, quando consegui por sorte sentar do lado dele e suava frio de tão nervoso, comentei que tinha visto ele no tal evento e que gostava de animes e mangás também.

E pronto, nós ficamos amigos! Pegávamos o mesmo ônibus todos os dias, sempre nos encontrávamos e voltavámos juntos, cada um de seu cursinho, comentado as aulas e os estudos do vestibular. E assim foi por um bom tempo, até eu perceber, que com ele também, nada ia acontecer. Depois das minhas indiretas e das diretas dele, ficou resolvido dentro de mim que não era com ele que eu ia ter meu primeiro romance. Por mais que isso fosse um pouco dolorido...
E assim os dias passaram... e nossa amizade também.

sábado, 1 de maio de 2010

Dúvidas... ?

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?
Dúvida.
Dúvidas.
Muitas Dúvidas.

E nenhuma resposta do que é certo ou não, de qual é o caminho certo a tomar, o que fazer, como agir. A única coisa que resta é a imprecisão da incerteza, insegurança de um futuro possivelmente modificável por alguma outra decisão que eu ou você poderia ter tomado, outro caminho para trilhar.

Eu sou uma pessoa de muitas dúvidas. Indecisão é um defeito meu, que infelizmente, ainda não consegui concertar. Sempre penso como poderiam ser as coisas, se fossem diferentes, o que se mostra muito inútil na realidade, já que não trás resultado algum fora horas e horas de divagação. Mas pode ser um bom exercício de reflexão também, imaginando o que os outros fariam, se eles fizessem, e o que você desejaria que eles tivessem feito.

Agora, quanto as dúvidas, como não se pode ter certeza de nada, o mais certo é arriscar. Apostar no que você acha certo, e prosseguir com a decisão tomada, até que ela mostre algum resultado. Pensar no que poderia ter acontecido não vai ajudar. Então temos que nos manter firmes com relação ao que escolhemos, por que afinal, tudo depende da gente.

Assim como eu não tenho certeza até agora se o que eu escolhi no vestibular foi certo ou não, mas por enquanto, continuo fazendo o curso por uma série de motivos, e por enquanto, eu acho que é o certo a ser feito.

Não se pode ter certeza sobre os segredos mantidos, a não ser confiar nas pessoas em que eles foram confiados. Não se pode ter certeza se você está com a pessoa certa, pois sempre vai existir uma opção diferente da que você escolheu, e portanto, você nunca vai saber como ela teria sido. Não podemos ter certeza de nada na realidade, só podemos saber como estamos vivendo agora, e imaginar como as coisas seriam diferentes, se elas fossem. Eu só acho que o problema é quando a incerteza de um futuro diferente deixa você ansioso, e possivelmente mais feliz e animado do que o presente atual, aí provavelmente você tomou alguma decisão infeliz.

Bem, nunca é tarde para mudar. E nunca é tarde para descobrir como poderiam ser esses futuros diferentes, se eles fossem reais.

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terça-feira, 20 de abril de 2010

( Sombras )

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Como podemos nos enganar tanto com certas pessoas?

Não sei, acontece. Às vezes achamos que alguém é gentil e amigável simplesmente por que é assim. Sendo que nem imaginamos os interesses duvidosos que motivam algumas pessoas, objetivos que só elas conhecem. Talvez seja ingenuidade de alguns, percipicácia de outros, de saber aproveitar a situação a seu favor. Não sei, também. Acontece que temos que ter cuidado, e suspeitar de todo mundo até o momento em que possamos afirmar que conhecemos alguém de verdade, sabermos como a pessoa realmente é. Nunca podermos afirmar conhecer 100% de uma pessoa. O pior é que muitas vezes, a gente mesmo não se conhece direito. Ah, sempre começo a falar de uma coisa e pulo pra outra...

Pessoas são seres maravilhosos, assim como podem ser bem terríveis também. Seres humanos são os seres mais variantes do universo. Podem ser queridos, amorosos, ou fazer intrigas, brigas e se até matar, é impressionante na verdade.

Bem, nesse post na realidade eu ia comentar sobre uma dessas pessoas que você gosta, e que no fim acaba se enganado completamente. Posso dizer que foi a maior desilusão que tive até hoje, perceber uma grande máscara caíndo do rosto de alguém "conhecido", mostrando suas verdadeiras intenções. No fim, eu simplesmente decidi apagar o elemento da minha vida, ele transformou-se apenas em uma sombra. Quando cruzo na rua e meus olhos cruzam com os dele, percebo que não existe nada ali, fora a inquietação e o incômodo que eu ainda costumo sentir, única coisa que ele deixou marcado em mim. Sombras de um passado que eu preferia que não houvesse existido.

Na real, nem vale a pena escrever sobre isso.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Romances Juvenis

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Já faz um tempo sim, anos na realidade, mas decidi compartilhar isso aqui também. Eu sempre fui apaixonado, quase sempre durante a minha adolescência tinha alguém de que eu gostava, e que para meu infortúnio, eu não podia gostar.

Não podia gostar... isso sempre me deixava confuso, até entender o que acontecia comigo. Eu lembro quando começei a gostar de um amigo do colégio, que era um dos meus melhores amigos na época. Lembro de como eu ficava agitado perto dele, e ele nem sequer imaginava o turbilhão de sentimentos e pensamentos que passavam por minha cabeça enquanto estava ao seu lado, quando na realidade, eu não desejava só a amizade dele.

Isso sempre foi um incoveniente, porquê eu queria agradar a pessoa, fazer as coisas que ela gosta, sendo cada vez mais amigável. O que gera uma contradição enorme, afinal, eu não quero ser amigo! Mas também não quero deixar de ser amigo! Queria ser alguma coisa, alguma coisa a mais que sei que não posso ser. Não daquelas pessoas pelo menos, meus amigos de colégio que me falavam diaramente das meninas de que eram apaixonados.

E quando eu, conversando com um amiga minha, descobri que ela gostava do mesmo garoto que eu (!), percebi e começei a entender que realmente meu romance colegial nunca iria dar certo. Mas tudo bem, eu era amigo dele, e passar um tempo com ele naquela época já era suficiente. Mas dormir na casa um do outro, fazer todas essas coisas juntos e tudo mais, confesso que era difícil me controlar ao seu redor... e ele com certeza devia perceber minha constante inquietação.

Quando mudei de colégio parei de ser seu amigo, e acho que assim foi melhor. O que vou postar aqui hoje é diferente disso, em partes. Anos depois, eu me apaixonei por outro menino. Até hoje eu realmente não sei o que aconteceu. Ele não era meu amigo, e eu nunca havia falado com ele, mas ele simplesmente era lindo pra mim. E eu gostei dele assim que vi. Nós pegávamos o mesmo ônibus juntos, e depois outro também, ele descia um ponto antes da minha casa. Eu sempre o via lendo os quadrinhos japoneses de que eu gostava tanto, e já o havia encontrado nos eventos de animes e mangás. Ele gostava das mesmas coisas que eu!

Eu queria ser amigo dele, mas não sabia o que falar. A história ia se repetir certamente, como o meu romance colegial. Eu ia ser um ótimo amigo, até o ponto em que ser só amigo seria doloroso e não mais o suficiente. Mas não conseguia evitar isso também.

Então, sem ao menos conhecer ou falar com ele uma vez sequer, escrevi um poema todo apaixonado. O poema era pra mim mesmo também, de recordação desses dias. Me senti meio estranho ao terminar, as rimas meio amadoras ou bobinhas, mas foi o sentimento que eu tinha na hora e quis escrever. Por mais estranho que fosse escrever um poema apaixonado para alguém que você não sabe nem o nome, eu estava satisfeito. Consegui colocar tudo no papel.

E até hoje eu gosto desse poema, por que me lembra essa fase, mesmo que ela seja um pouco triste. Acontece que depois de eu escrever o poema, eu finalmente resolvi tomar alguma atitude e conversar com ele. Por mais que isso não tenha mudado muito o final dessa outra história, que é uma mesma história que costumava se repetir, posso dizer que dessa vez eu tentei.

segunda-feira, 15 de março de 2010

A Beleza que eu vejo nos Outros

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Algumas pessoas são bonitas, isso é fato. Nem todas, e nem todas bonitas da mesma maneira, pois existem vários modos de enxergar a beleza em cada um.

Primeiramente, existem as pessoas que são bonitas pelos seus atos. Por suas atitudes, seu jeito de ser, seu sorriso espontâneo e a gentileza inesperada, que tornam qualquer um agradável e querido. É uma beleza essencial dos mais amados, que torna quem detém esse tipo de conceito bonito aos olhos das pessoas mais inusitadas.

Existe também, a beleza da personalidade. Isso, hum, acho é o que algumas pessoas classificariam como "beleza interior", e que não deixa de ser a personalidade de cada um propriamente dita. Como a pessoa é de verdade, as idéias que tem, o modo como lida com as situações, enfim, coisas do gênero.

Existe a beleza dos inteligentes, dos articulados, dos solidários e esforçados, dos sinceros e arriscados. Dos que vivem mais intesamente, fazem suas loucuras, e dos que são mais calmos, vivem tranquilamente.

Mas também existem aqueles que são bonitos, simplesmente, por que são. Isso é algo inexplicável, pois tem algumas pessoas, e não digo famosos ou modelos, mas que realmente são lindas! Você olha pra elas sem ao menos conhecer, e pronto, imagina como existe um ser perfeito daqueles. Claro que toda a beleza é relativa do ponto de vista de quem vê, então realmente não sei definir o que pode ser bonito pra você e que provavelmente é diferente do que é pra mim.

Aí que podem entrar alguns padrões do nosso mundo, sobre o que é bom ou não, como devemos ser e blá blá blá. Estou desconsiderando aqui esses aspectos chatos.

Aqui eu considero outros fatores. A beleza do amor, por exemplo, por mais bobo que isso possa parecer. Sempre que amamos alguém de um jeito forte demais para ser explicado, conseguimos ver toda a beleza que existe nesse alguém. Não tem como achar feio, alguém por quem você sente o sentimento mais belo que existe.

Por quê existem milhões de coisas que deixam as pessoas bonitas. Um carinho, um ato, uma palavra. Quando alguém diz para você algo gentil, carinhoso, e principalmente, com amor, você consegue ver beleza até nas pessoas em que achava não existir beleza alguma.

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quarta-feira, 3 de março de 2010

Uma vida cheia de "Histórias"

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Bem, na realidade, não histórias de verdade, mas mesmo assim, histórias...


Quantos livros pra ler, filmes pra assistir, animes pra baixar no computador, mangás pra comprar, e muitas outras coisas que nunca parecem terminar.

Minha vida é cheia de histórias, não das histórias de minha vida, mas das histórias que eu leio pra sair da minha própria vida e entrar num mundo diferente. Talvez pra fugir do mundo em que vivo, de mim mesmo, o que soa meio triste na realidade, pois acabo não vivendo a minha história.

Ou talvez ainda seja o contrário, talvez essas histórias que eu leio me motivem mais a viver, e muitas delas eu sei que já fizeram isso. Servem de inspiração, um desejo para atingir o que os personagens atingiriam ou conquistaram no final, e que eu também gostaria de ter. Mas isso pode soar meio bobo também, a gente sabe que as histórias de fantasia são impossíveis, que tudo o que é mágico no final, simplesmente não existe. E, bem, se você entrar no meu quarto, só vai ver livros de fantasia, quadrinhos japoneses, filmes de realidade alternativas, nada do que realmente possa acontecer aqui, nesse planeta em que vivemos.

As histórias de amor também entram nesse quesito, eu acho. São sempre amores fortes, imponentes, lindos de se ver. Sendo um final feliz ou trágico, são todos amores sinceros, emocionantes até o fim.

Então, através desses meios eu entro em meus mundos paralelos e consigo me imaginar em milhões de situações. Vivo aventuras, romances, loucuras, e faço coisas que eu, do jeito que sou, jamais faria. É um jeito de viver eu diria, é uma vida sim. Uma vida de histórias, que suprem a minha própria, suprem o cotidiano de uma vida que às vezes pode se tornar chata ou sem emoção, ou que por falhas do próprio protagonista, permanece do mesmo jeito que começou. Histórias para preencherem o vazio da minha, até que essa procure ter algum sentido.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Amizades % Divididas

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Ah, é difícil de explicar, é mais difícil entender....

Há muito tempo atrás eu conheci meu melhor amigo. Foi na primeira série, e até hoje ele é meu amigo mais antigo, e sempre, desde aquela época pelo que eu me lembre, fomos melhores amigos. Nós somos um pouco diferentes na realidade, diferenças que com o tempo foram aparecendo, mostrando o ponto de vista que cada um tem sobre a vida, e que hoje, talvez sejam distintos.

Mas isto não importa, pois a ligação dessa amizade é o suficiente para manter-nos juntos. E assim sempre foi, eu mudei de colégio depois e mesmo assim mantínhamos contato, íamos na casa um do outro, saíamos juntos e tudo mais. Na quinta série ele foi estudar no mesmo colégio que eu novamente. Já tinha algumas boas memórias com ele, seria divertido e bom o ter por perto, com os novos amigos do colégio que eu já havia feito.

E então começou. Ele conheceu minhas duas novas amigas e por um tempo nós fomos um grupo. Ele namorou uma delas inclusive. Brigaram, terminaram, ele brigou com as duas, elas brigaram com ele, hoje não sei mais o que aconteceu ao certo. Só sei que fazem 9 anos agora, desde que todas as confusões aconteceram envolvendo nós 4. Pulando muitas etapas e resumindo o resumo para um post, foi mais ou menos assim.

Só que eu realmente gosto delas, das duas, até hoje nós também temos contato. E uma delas se tornou minha melhor amiga, confidente, companheira. Meu laço que se criou com ela foi tão forte como o que se criou com ele, me fazendo ficar conectado aos dois de um jeito que sempre me deixou dividido ao meio. Dividido em vários aspectos, por que ambos sabem da existência um do outro na minha vida, embora eles próprios não tenham a convivência que eu tenho dos dois lados. E eu sou dividido, especialmente, pelo modo de agir e pensar, sentir e falar, que me faz me identificar tanto com um e me questionar tanto com outro. Que me faz às vezes desejar ser mais parecido com um do que com outro, pra finalmente tomar as atitudes que um dia devo tomar.

E eu posso me chatear com um, me consolar com outro, fazer loucuras com um, ver filmes com outro, chorar com um, e rir com outro. É um ciclo que me prende nos dois, essas amizades de tantos anos atrás, essas pessoas que eu amo e hoje não se entendem mais. Nessas pessoas que mudaram tanto, mas que ainda assim, continuam as mesmas pessoas de quando eu conheci.

E talvez eles realmente sejam opostos, incompatíveis. Mas se fosse assim mesmo, eu não seria amigo de ambos até hoje, depois de tantos anos.

Algo me une a eles, de um jeito que cada um me completa um pouquinho, por isso, eu acho, não consigo me desvencilhar de nenhum, e nunca irei.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

~ Le Ciel ~

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~ Le Ciel ~ Palavras Rezando por sua Felicidade


Começa uma música que eu amo ouvir.

A música que muitos por aqui não devem conhecer, mas uma das que mais me deixam feliz. A música que para alguns pode soar muito estranha e que para mim soa tão harmoniosa de escutar.

Ele canta em françês os versos que eu adoro:
"vamos contar aos nossos amigos histórias encantadas, eu nunca abandonarei você, então deixe-se voar para bem longe", enquanto os outros giram ao seu redor.

Bem, essa é uma das minhas histórias encantadas, assim como tantas outras que me foram contadas. Em roupas púrpuras as luzes se focam, quando todas as outras se abaixam e o cenário mergulha num azul profundo, ao som de uma batida provocante por alguns segundos.

E então eles estão lá, cantando as frases que eu jamais entenderia se não buscasse suas traduções de japonês para português. E ~Le Ciel~ explode dentro de mim na alegria e empolgação que ela é. No show de cores multi-coloridas que mudam e brilham embaladas pelas vozes que cantam suavamente, me fazendo sentir muito melhor.

E durante toda a apresentação meus olhos não desgrudam da tela, me fazendo sentir uma criança assistindo alguma coisa na TV em que nada pode desviar a atenção.

~Le Ciel~ não é 'só mais uma música'. Pelo menos pra mim ela tem outro significado. São palavras que rezam por minha felicidade, sua felicidade. Esse é o próprio título da música em japonês. São frases que dizem para não desistir do amor, dos sonhos, de tudo o que nos importa.

Uma história encantada que se torna real. E mesmo que você não entenda o que eles dizem, as palavras continuam lá, você compreendendo ou não elas possuem o mesmo significado e sentimento.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Poem of Empty Heart

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Ah, esse poema infeliz foi o resultado de alguns meses de insegurança e angústia para conhecer uma certa pessoa. No final das contas, nada foi o esperado, e eu só acabei me desapontando. É esse o resultado quando esperamos demais das pessoas que na realidade não conhecemos muito bem. E outra, esse encontros pré-arranjados não dão certo, já tenho certeza disso!


Agora não me pergutem por que raios na hora de escrever eu fui escrever em inglês, simplesmente saiu assim. Perdoem os possíveis erros que cometi na língua inglesa.

I knew I was just going to break my heart once again,
But I couldn't do anything to help it.

I wanted to meet you.

And after all, my heart wasn't broken or hurt,
Because there was nothing there to be broke.

In my heart there was nothing for you yet,
Or for anyone else like you, no feelings at all.

Sadley... because I am empty.
With nothing to fill me, nothing to feel sorry for
Or sad about, so why do I keep feeling like this?

Empty, with something always missing...

Well, I guess is because I wanted to be different,
I wanted it to work, I wanted to be good...

Of course, it wasn't.

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