quarta-feira, 13 de março de 2013

A Beleza de Cloud Atlas





Hoje venho falar de um filme que me impressionou muito, em vários sentidos. Uma boa surpresa que foi muito bem recebida, chamada Cloud Atlas (A Viagem, em português). Quero evitar comparar esse texto com as críticas dos críticos profissionais, não quero avaliar aspectos técnicos como maquiagem, efeitos especiais, produção ou trilha sonora, por mais que os ache excelentes. Eu venho aqui partilhar com vocês a mensagem da história dessas estórias.

É difícil não dar spoilers, vou tentar me controlar. Cloud Atlas conta basicamente seis estórias, muito diferentes entre si. Algumas até podem ser consideradas um tanto banais, outras revolucionárias, porém todas se ligam de alguma forma em um momento. As ligações são em diferentes épocas, com diferentes pessoas e em contextos completamente diferentes. Quantas diferenças... porém que no final, só servem para costurar um grande painel com todas elas juntas.

Evolução, carma, almas, espiritismo, religião, não consigo filosofar sobre tudo que liga ou que define a vida e o destino das pessoas. Eu só consigo concordar com o simples fato de que estamos conectados, de uma forma ou outra. Nossas ações, por menores que sejam, influenciam agora ou depois outras pessoas e moldam uma única história que não pode ser contada sozinha, mas exclusivamente em conjunto. Toda ação vai gerar uma reação, e independente de quando esse efeito ocorrer, um dia ele se concretizará. As melhores e as piores atitudes que tomamos com as pessoas ao nosso redor irão interferir no todo e na nossa própria vida, principalmente quando elas voltarem para nós. Existe uma força maior que rege essa lei, pelo menos na minha crença.

Se às vezes me pergunto por que sou como sou, por que nasci assim, nesse país, nessa família, nessa época, é por que acredito existir um motivo para tudo isso. Acho que nada acontece aleatoriamente, não acho que há um destino específico e imutável para alguém, porém tudo depende de nós, de nossa vontade e esforço, de como vamos forjar o futuro… e evoluir. Ninguém pode prever o futuro, pois ele foi feito para ser sempre mudado. 

Esse filme fez pensar em todas essas coisas, ficar horas filosofando e argumentando. O melhor é que nada é 100% explicado e mastigado na projeção, então ficamos livres para divagar e interpretar nossas próprias teorias. Contudo, uma coisa completamente certa, nossas vidas não são exclusivamente nossas. Filme recomendado para quem se interessar pelo tema! E se você não se importar de ficar 3 horas no cinema....

.

As Sete Maravilhosas Perguntas


As Sete Maravilhosas Perguntas

Eu me pergunto porque o sol é tão quente
Eu me pergunto porque o rio é corrente

Eu me pergunto porque o céu é azul
Eu me pergunto porque a vaca faz mu

Eu me pergunto porque as nuvens ficam no ar
Eu me pergunto porque os pássaros podem voar

Eu me pergunto se essa aula vai acabar
Antes que meu sono venha a calhar

.

Encontrei esse poema salvo nos inúmeros rascunhos desse blog.
É uma tradução de um poema em inglês, fiz com uma amiga na aula de tradução da UFPR.
Bem, naquela época, eu sempre esperava que as aulas acabassem antes que eu ficasse com sono demais.
Fato que nem sempre ocorria....

terça-feira, 12 de março de 2013

Quem inventou as regras da vida?

.........


Às vezes me pergunto quem inventou as regras da vida, esse modo que vivemos hoje e que já estamos tão acostumados. Um frenético estilo de viver em busca de sucesso profissional, financeiro, amoroso, social e muitos tipos de triunfos.  É como se fosse uma grande corrida onde a linha de chegada está lá longe, e só quando você conseguir as coisas que supostamente deve conseguir, será, então, finalmente feliz. WIN!

Não sei, mas parece que muitos de nós já estamos tão habituados a certos estigmas da sociedade que nem nos questionamos mais em relação a eles ou pensamos porque funcionam do jeito que funcionam. Aliás, na corrida do mundo, se você pensar demais sobre questões da vida vai ficar parado no caminho e logo vão tomar sua vaga, seu emprego, seu amor, suas prioridades.

Normalmente, costumamos pensar que evoluímos para melhor, essa é a lógica da coisa. No entanto, parece que com o passar dos anos, por mais que nós humanos tenhamos melhorado nossas casas, nossas ruas e as condições de vida em geral, parece que perdemos alguma coisa, um quesito importante da nossa característica de indivíduos únicos e racionais. Nossa humanidade, nosso ato de pensar e se importar com o mundo, de divagar, de imaginar, de sonhar, de desejar e de idealizar um mundo melhor e diferente, e, o mais importante, fazer algo para torná-lo realidade. Ficamos passivos, espectadores da vida na terra, protagonizando essa estória de vez em quando. Generalizando, é claro.

Às vezes parece que as pessoas já estão tão conformadas com o universo, com as rotinas chatas e as questões relativamente superficiais. Elas ficam, lentamente, infelizes e frustradas, é como se  fosse algo contagiante, especialmente quando se fica mais velho ou quando se acha que tudo está perdido.

Ou, no fundo, todos se sintam um pouco assim, possuam uma energia interior inconsciente capaz de uma verdadeira mudança, porém não demonstram e não fazem muito por um mundo mais humano, melhor, que dê um pouco mais de valor para as pessoas. Eu mesmo já me vejo um pouco conformado com certas situações que sei que sou, ou penso ser, incapaz de mudar, tais como políticos corruptos, preconceitos diversos, violência simbólica e muitas coisas.

Talvez um de nós precise levantar, e puxar todos os outros juntos, para fazermos uma revolução humana, de fato. Não sei… provavelmente, estou divagando demais e isso seja impossível. Só desejo dizer, acima de tudo, que essas regras da vida foram criadas por nós humanos para facilitar nossa breve existência, porém, muitas vezes, nos fazem mais ocupados e preocupados com tantos assuntos que simplesmente deixamos de viver por viver, perdemos um pouco do inocente fascínio pelo mundo.

Um certo filme alemão tem como mote a seguinte frase: 
TODO CORAÇÃO POSSUI UMA CÉLULA REVOLUCIONÁRIA

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Fugindo para Miami

_________________________



Às vezes penso em como seria voltar pra Miami. E então me perco em pensamentos, fugindo pra cidade em minhas memórias.

Andando pelas ruas largas, vendo os prédios gigantescos, ouvindo tantas línguas diferentes ao mesmo tempo, inglês, espanhol, ou português.


Na realidade, fiquei poucos dias lá, em torno de dez. Mesmo assim, foi algo tão diferente, tão fora da minha realidade, do meu mundo. Às vezes eu me sentia nos típicos cenários do seriado The O.C., com as mansões luxuosas por todos os cantos e uma cidade bastante perfeita aos meus olhos.

Acredito que ficar pensando nisso, na cidade, é só uma fuga. Fuga da minha realidade aqui, que não é ruim, nem um pouco, mas é bem diferente daquela lá. Acho que por isso que eu gostava tanto do seriado The O.C. Por mais que ele se passasse na Califórnia e não na Flórida, onde fiquei.

Em The O.C., acompanhamos um personagem fora dessa realidade, que não tem nada a ver com esse mundo ideal que muitas vezes imaginamos, repleto de riqueza, conforto, belas paisagens e pessoas bonitas. Eu me sentia um pouco como o Ryan, em um mundo bem diferente, meio deslocado. Acho que por isso que a série fez sucesso, grande parte das pessoas se sente como o Ryan, grande parte do mundo vive o mundo do Ryan. E grande parte das pessoas quer participar desse outro mundo.

Acho que por isso que lembro dos dias de Miami constantemente, pois eles não pareciam nem um pouco com minha vida atual, e com o passar do tempo parecem cada vez mais e mais irreais. Acredito que o problema não seja o Brasil, eu que tenho que aceitar o lugar onde estou, e batalhar para sair dele e ir para onde quiser. Voar, conhecer pessoas, explorar e viajar. Ser alguém grande também, fazer coisas boas e significativas, e parar de pensar no passado todos os momentos e ignorar as coisas que tenho que fazer agora. Ah sim, e parar de pensar nas escolhas, nas escolhas certas. Eu tenho que escolher o certo agora, não é?

No fundo, sempre sabemos o que temos que fazer, só temos um pouco de medo de fazê-lo.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Lei de Causa e Efeito Imediata

____________________________




Minha mãe é budista. Na realidade, ela já estudou vários tipos de filosofia e religiões, e agrega o que considera positivo para sua vida em cada uma delas. No fundo, não há diferenças drásticas mesmo. E eu sou assim também. Fiquei mais de um ano praticando o budismo e estudando ele, mas hoje, confesso que acabei me desligando bastante da prática. Não que ela não tenha me ensinado grandes coisas, pois ensinou.

E uma delas foi a Lei da Causa e Efeito.

Essa lei é muito simples, e tem um único preceito. Simplesmente TUDO o que você faz retorna para você, seja bom ou ruim, independente da quantidade. Qualquer ação tem um reação, e dentro desse conceito não existe nenhuma ação que não tenha sua respectiva reação. É simples, é física. Eu realmente acredito nisso, acho muito sensato na verdade, e é um pensamento que nos rege e nos controla.

Às vezes, porém, eu gostaria que essa lei funcionasse com certa rapidez, diria até que desejaria que fosse instantânea. Pode parecer um pouco esquisito dizer isso, ou até mesmo extremista, mas gostaria que as respectivas reações de qualquer ação acontecessem na mesma hora em que as ações ocorrem. Pode parecer algo como "Olho por Olho, Dente por Dente", mas acho que seria muito mais interessante que isso, seria algo que ninguém poderia controlar ou ordenar, uma consequência exata da ação que se realizou sentenciada por alguém onipresente e incontrolável.

Impossível, sim, loucura, com certeza, e algo muito questionável. Mas já imaginou como seria? Cada ação positiva que você realizar iria originar uma mesma ação positiva para você, como moeda de troca. Claro que as pessoas fariam mais coisas boas buscando seus próprios retornos positivos, e não só por serem realmente boas de coração, mas já não fazemos isso? Algumas teorias dizem que nós somos puramente egoístas, e que ao doar dinheiro para um mendigo, por exemplo, não fazemos isso por pena, mas para nos sentirmos menos culpados e mais aliviados com nossas consciências.

Mas não é aí que está o trunfo de ouro dessa possibilidade inexistente. As pessoas simplesmente não fariam mais mal para ninguém. Ninguém! Ninguém quer fazer mal pra alguém e sofrer essas mesmas consequências, tão rápidas e no mesmo momento em que são realizadas.

Ninguém roubaria para não ser roubado, ninguém mataria para não ser morto, ninguém machucaria para não ser machucado, ninguém julgaria os outros para não ser julgado. Seria perfeito, e talvez, sem graça. Não consigo imaginar como seria um mundo assim. Uma ditadura encoberta? Não sei... mas as pessoas certamente tomariam mais cuidado com todas as suas atitudes, pois as mesmas voltariam para si mesmas na mesma velocidade em que são tomadas. E quando sua própria cabeça, segurança, e reputação estão em jogo, todos tendem ser mais cautelosos e sensatos do que antes.

Às vezes é bom divagar....

  

quarta-feira, 2 de maio de 2012

~ My Own Club ~

_________________________________



Eu nunca fui muito de sair pras danças da noite, de ir nos clubes, nas baladas, nas discotecas como os antigos dizem.

Sempre fui mais caseiro, mas também sempre tive essa curiosidade dentro de mim. De conhecer os lugares noturnos, os drinks brilhantes, os globos coloridos, os efeitos de luzes, toda aquela fumaça do gelo seco no ar, as pessoas dançando, se divertindo e relaxando. Parece tão bom, né?

Pois é, mas como sempre, as coisas que gostamos às vezes parecem mais interessantes em nossas cabeças, ou quem sabe eu que vou nos lugares errados. Eu gosto de sair, mas acho que não encontrei um lugar em que eu me enquadre talvez.

As baladas são sempre tão cheias de bebidas, alguns bêbados, é claro, e tantas drogas e toda pegação, e ainda muita música desconhecida. São poucas as músicas que eu conheço quando saio pra algum lugar, meu gosto deve ser esquisito mesmo. Sou muito eclético e também muito restrito, difícil de classificar. Mas meu problema principal é que as pessoas não parecem dançar muito, nem eu sei dançar muito nesses lugares, fico meio acuado, as pessoas tem interesses mais nas próprias pessoas. Uma disputa, um jogo, cada um busca saciar suas vontades nos outros.

Sabe, então eu faço uma coisa, já que esse é meu jeito. Uma coisa de adolescente vocês vão dizer, mas ainda assim uma coisa divertida. Eu faço minha própria balada, minha própria discoteca. Espero que ninguém me encontre nessas condições, mas devo dizer que me divirto demais.

Quando ninguém está em casa, surge essa oportunidade! E como é bom!
Eu vou no meu quarto, na sala, ligo as caixas de som num volume super alto, coloco as músicas que só eu gosto e que acho que nenhum balada deve tocar. E fico dançando, sozinho, dançando comigo mesmo, na minha própria balada e com minha própria dança.

Faço movimentos bizarros, gritando, cantando, acenando para uma plateia inexistente, ou quem sabe em cima da cama finjindo estar em um show. Vou correndo pela casa com todo som me acompanhando, me divertindo sozinho com meu ritmo cheio de energia.

Então imagino tudo cheio, minha casa cheia de pessoas, todo mundo dançando comigo. Sem ligar se as pessoas dançam errado, se estão só pulando ou fazendo movimentos bregas com as mãos, na minha própria balada, o importante é que ninguém fique parado.

E, finalmente, tudo acaba, uma noite que termina. E eu fico suado no quarto, cansado, sozinho de novo, quando todos partem.

 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Jay Vaquer, eterno artista desconhecido?

____________________________
Protect
Me From What I Want



Não sei como ainda não escrevi sobre isso no blog.
Nunca falei do Jay Vaquer! E uma das frases dele está no próprio subtítulo desse blog.

Ah, o Jay... Ele é o meu cantor nacional favorito! Simplesmente um poeta em minha humilde opinião, combinando palavras de uma maneira inesperada e fazendo rimas completamente inusitadas. Gosto da voz dele, do ritmo de suas músicas, das letras que ele mesmo compõe, e dele próprio!

Sabe, ele faz músicas diferentes. Músicas cheias de emoção, que tocam a gente. Eu me emociono com as músicas desse artista, com a profundidade e sutileza de algumas canções, e outras mais críticas e agitadas. Confesso que várias vezes tive que recorrer ao dicionário para poder entender tudo o que ele dizia, pois ele faz muito bom uso do vasto arsenal de palavras da língua portuguesa. Mas o melhor disso é que ele abre inúmeras interpretações para o que diz. Cansei de escutar uma música e depois interpretar ela de uma maneira completamente diferente.

O Jay foi crescendo musicalmente, com 10 anos de carreira ele possui 5 álbuns de estúdio e um DVD. Gosto de ver e ir aos seus shows dele, escutar sua voz ao vivo, o assistir interpretando personagens de suas músicas e de nosso mundo conturbado, de comprar os CD's e ver todo o cuidado artístico e gráfico que ele têm.


Ele é realmente muito querido, e eu o admiro de verdade. Suas músicas já embalaram muitos momentos de minha vida, muitas vezes me fazendo pensar e agir diferente do que agiria, se não fosse pela reflexão proporcionada por suas músicas. E, por isso, eu sou muito grato. Por que ele também me fez aprender muitas coisas... pode parecer meio bobo dito (escrito) assim, mas é a verdade.

Ele é extremamente talentoso, e não consigo identificar o motivo de tanto não-sucesso. O Jay faz música de qualidade, letras inteligentes, baladas gostosas de cantar, dançar e gritar. Só posso atribuir isso há uma enorme onda de azar, pois é um fato inexplicável. Juro que se eu ganhasse uns milhões na loteria, financiaria um clipe e uma boa divulgação para o Jay. Simplesmente por que ele merece.

Com tanta besteira na televisão e nos rádios, tantas músicas dispensáveis, não entendo por que ele não obtém seu espaço tão merecido. Pelo menos o Jay instiga as pessoas a pensarem, a interpretarem, propõe alguma coisa com seu trabalho.

Aqui em Curitiba, em seus poucos shows, foi triste observar uma casa vazia para prestigiar um talentoso artista desconhecido. Se você não o conhece, por favor, dê uma chance. Seu mais novo CD, Umbigobunker!?, foi lançado recentemente e está disponível. Porém, dessa vez, eu já vejo um Jay um pouco abatido, talvez cansado, com essa interminável onda de azar.

sábado, 6 de agosto de 2011

Nier

___________________________

Primeiramente, tenho que pedir desculpas a mim mesmo. Eu queria postar nesse blog muito mais do que ultimamente. Acontece que agora consegui um trabalho em que administro justamente blogs, então todo dia já posto em 2 ou 3 blogs, daí acabo deixando esse de lado. Mas não irei abandonar!

Já gostaria de ter escrito sobre algumas coisas, sobre o fim de Harry Potter, o falecimento de uma pessoa querida, a leitura de um livro polêmico (e muito bom), algumas mudanças na vida, e muitas outras coisas. Mas acredito que futuramente escreverei tudo o que desejo nesse blog.

Hoje, resolvi falar de um jogo. Nunca falei de um jogo aqui, e queria compartilhar com vocês essa história. Irei falar sobre Nier! Aviso que esse testo contém possíveis spoilers.

OK, poucas pessoas já lêem esse blog, e quase ninguém deve saber o que é isso.... Bem, é um jogo de PlayStation 3 que eu comprei e me surpreendi muito. A história do jogo é linda, e sei lá, renderia um filme ou uma série no mínimo, acho muito legal e os personagens são profundos, o enredo é complexo e não possui clichês de alguma maneira.

Esse da foto acima é o próprio! O Nier, personagem principal do jogo e com quem você joga. Por mais estranho que ele possa parecer, meio feio, com uns 50 anos, forte e bruto, ele é extremamente gentil, e ama profundamente sua filha Yonah. A história do jogo é simples, já o pano de fundo não. Você joga como o pai de Yonah, em busca de uma cura pra doença da filha, fazendo o possível e necessário para descobrir os meios de curar Yonah de uma misteriosa doença que aos poucos está consumindo sua vida. Só por aí já achei a sacada do jogo legal, você não é um herói em busca de poder, vingança, ou aventura, simplesmente um pai de meia idade que deseja ver sua filha saudável.

Contextualizando um pouco, o mundo de Nier é no futuro de nosso próprio mundo. Porém, um mundo decadente. Algum desastre inexplicável ocorreu, e a sociedade humana foi dizimada, restando apenas alguns poucos grupos. Acontece que toda a tecnologia se perdeu, assim como o conhecimento dos próprios humanos. As pessoas voltaram a viver em vilas medievais, viver de agricultura e comércio, sem saber o que são os destroços de grandes cidades ou pontes enormes que não levam em nenhum lugar. Simplesmene regrediram em termos intelectuais, e apesar de ser um futuro, vivem em um período nada moderno. Só de imaginar isso já é interessante, pensar em algum futuro que não vai ser cheio de tecnologia e carros voadores, mas sim, perdido no próprio tempo. Afinal, o que destruiu o mundo? Gosto de imaginar que foram nossas próprias guerras, afinal, seria bem plausível e possível.

Nier sai em sua jornada pelo mundo em busca de boatos e curas para Yonah. E algumas pessoas acabam se juntando em sua jornada. Em um universo vazio, onde poucas vilas e pessoas existem, pequenas criaturas denominadas Shades começam a aparecer, misteriosas criaturas vindas das sombras, ninguém sabe dizer de onde surgiram. Nier acaba enfrentando muitos Shades em sua jornada, pois sabe que eles podem ter alguma relação com a doença de sua filha.

Em um templo perdido ele acaba encontrando Grimoire Weiss, um antigo livro sagrado e cheio de conhecimento. Ele desperta-o e conhece Weiss. O livro é mágico e ainda por cima, falante. Ele se junta a Nier e o ensina poderes sobrenaturais que agora Nier pode controlar. Não me lembro muito bem o motivo que une os dois, mas não é simplesmente o acaso. Grimoire Weiss é engraçado, sempre dando palpites e dando uma de sabe-tudo, vive enchendo o saco de Nier.


Mais para frente, outro personagem único e importantíssimo une-se ao grupo. A princípio, com seus próprios motivos e interesses, mas depois devido a afeição por Nier. A solitária Kainé. Ela é uma menina sozinha da cidade de Aerie, que sempre foi excluída e agredida pelas pessoas por ser diferente. Na realidade, Kainé é hermafrodita, meio homem, meio mulher. Muitas pessoas de sua vila a discriminavam ao dizer que ela não era mulher, nem sequer humana. Sua foi a única que ficou ao seu lado, cuidou e a criou. Mas devido a sua condição e ao seu histórico de bulliyng (podemos dizer isso, hehe), Kainé se tornou uma mulher amargurada, agressiva, e muito, mas muito, violenta.

Sua foi tristemente assasinada por um Shade, uma daquelas criaturas sombras, e ao tentar salvar sua a própria Kainé se machucou, compromentendo uma perna e um braço inteiros. Ela morreria, mas o próprio Shade inimigo acabou possuindo seu corpo, e vivendo ali como um parasita, pois também estava muito fraco. Então, ela se uniu justamente a criatura que mais odiava, porém que a mantivesse viva, e vice-versa. Situação difícil, não?

Ela cobriu as partes possuídas pelo Shade com faixas, pois já não são mais humanas, e sim sombras de um corpo que uma vez existiu. Kainé se veste de maneira provocante, justamente para incitar sua sexualidade, numa tentativa de afirmar como deseja ser. Porém, nunca é aceita, nem sequer é permitida sua entrada nas vilas mais conhecidas. Kainé possui uma vida complicada, e é uma personagem extremamente única nos universos de fantasia. Com o tempo, seus sentimentos vão mudando, sua boca suja e agressividade vão amenizando, graças a presença de Nier, com quem ela sutilmente começa a simpatizar (e alguns até diriam, se apaixonar).


Outro personagem que se junta ao grupo é o menino Emil. Primeiramente apresentado como uma criança frágil, que vive apenas com seu mordomo em uma antiga mansão. É uma criança profundamente infeliz, pois possui a habilidade de Medusa, todos os seres vivos que encontram seu olhar são transformados em pedra. Essa habilidade despertou involuntariamente em Emil, e ele acabou congelando sua família e servos da mansão, restando apenas o mordomo. Os que são transformados nunca mais podem voltar, e isso é claro desde o começo. Ele é "cego", pois usa uma grossa faixa nos olhos para evitar desastres. Emil se culpa muito, até conhecer Nier. A relação de Emil com Nier é interessante, e muitas coisas acontecem nessa história, revelando inclusive a verdadeira natureza do poder de Emil.

A questão é que anos depois Emil é transformado, sem querer, em outra coisa. Uma coisa estranha, uma espécie de boneco-esqueleto. Odiando sua própria imagem, mas agora podendo enxergar, Emil entra em conflito com sua existência, sempre desconfortável com a aparência que possui e a condição em que se encontra. Se antes era cego, agora ele podia enxergar, mas havia perdido seu corpo original. É emocionante que em determinada cena do jogo, quando KainéEmil pela primeira vez em sua nova forma, reconhece-o da mesma maneira. Os dois haviam se tornando amigos em um encontro anterior, apesar de suas personalidades completamente opostas, Kainé simpatizava com Emil por se identificar com sua situação.

Os três personagens juntos formam o grupo principal. Unidos, cada um por suas razões, eles partem em busca da cura de Yonah e suas própias respostas. Weiss está sempre brigando com Kainé por ser boca suja, Emil tentando amenizar a situação, e Nier concentrado em seu objetivo.

Uma coisa interessante que eu gosto de ressaltar é que o jogo não possui um vilão exatamente. Até os vilões têm seus sentimentos e vidas, que acabam se ligando com o dos próprios personagens. E isso fica claro quandoo jogo é jogado pela segunda vez, pois uma nova série de diálogos é inserida. O jogo também possui múltiplos finais, dos mais tristes, inesperados, até os que podem ser considerados felizes. Existem muitos outros personagens e histórias parelelas, como um povo mascarado que segue milhares de normas, uma vila dormente na floresta, e mais alguns outros. Mas escrever sobre tudo isso tornaria esse longo texto ainda maior. Saibam que cada história paralela também é minimamente trabalhada com seus personagens, possuindo ótimos enredos.

Deixo com vocês também algumas das belas músicas de Nier, ouçam abaixo e tenho certeza de que não irão se arrepender (quanta propaganda minha, haha). Mas sério, as músicas são lindas mesmo, foi criada uma própria língua para o jogo, a língua que é cantada. É uma língua fictícia, mas possui alguns significados misturados.







Agora, falando um pouco mais sobre os aspectos técnicos...

Com uma das trilhas sonoras mais LINDAS que eu já vi para o jogo, muitas das músicas emocionam. Você realmente se afeiçoa aos personagens, simplesmente pela personalidade deles e o que eles revelam ao longo da jornada. Como o jogo tem um período de tempo em sua continuidade, os personagens crescem e mudam, assim como seus sentimentos, e é muito interessante analisar isso. As músicas sempre parecem tocar na hora certa, criando um ótimo climax para as cenas mais emocionantes. A dublagem de todos os personagens é ÓTIMA, não consigo imaginar dublagem melhor para um jogo. Você pode visualizar a determinação e força, mas cheia de bondade, na voz de Nier. Grimoire Weiss possui uma voz petulante que é ótima. A voz de Kainé é muito boa, uma voz feminina forte que se encaixa perfeitamente no papel do personagem. Assim como as frágeis vozes de Emil e Yonah.

A jogabilidade e os gráficos deixam a desejar um pouco. O jogo é relativamente "feio", se considerarmos que é um jogo de PlayStation3 e é da nova geração. A jogabilidade não é das melhores, não existe sequer a opção de dar um "lock-on" nos inimigos. Porém, para mim esses dois aspectos técnicos não tiveram tanta importância, já que a história me prendeu o suficiente.

Na minha opinião este é um ótimo jogo! Me surpreendeu em todos os sentidos! Eu adoro jogos de RPG como Final Fantasy, mas esse possui uma história que se mostrou muito mais humana e original do que outros jogos por aí. Recomendo aos que gostam do gênero e de uma boa história.

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Inesperada Reação Positiva !

___________________


É impressionante como nos surpreendemos com certas pessoas às vezes, e é realmente muito bom quando isso acontece de um jeito positivo!

Eu fiquei muito, mas MUITO feliz, quando contei com a ajuda de alguns amigos para um outro amigo meu que sou gay. Eu já queria ter contado pra ele fazia algum tempo, por que ele é bem importante pra mim, mas sempre tive bastante receio, tanto por ele ser bem mais velho que eu como por ele vir de outra cultura, nem brasileiro é.

E então foi assim, nós contamos pra ele sobre mim, num final de tarde deitados na grama esperando pela aula noturna começar. Bem, ele ficou chocado a princípio, disse que não imaginava, e que tinha achado todo esse tempo que eu era apenas um garoto tímido, quando ele falava das meninas e eu não respondia nada.

Mas depois, ele me abraçou, disse que gostava bastante de mim. E que o fato não fazia NENHUMA diferença para ele. Foi tão surreal, ainda mais por ele ter a idade do meu irmão, e ter uma reação completamente diferente do que meu irmão iria ter. Eu fiquei tão feliz, ele ficou feliz também por eu contar. Acho que foi importante para nossa amizade.

No dia seguinte, ele veio conversar comigo. Me dar algumas dicas, falar para ter cuidado com algumas coisas, com algumas pessoas que eu poderia conhecer. Ele sabe que eu sou, ou pelo menos era, bastante ingênuo, e foi muito querido por querer me dar suporte nesse sentido. E, por isso, eu fui extremamente grato.

Esse fato me lembrou quando eu contei pela primeira vez que era gay para um amigo da escola, no ensino médio. Hoje, não nos falamos tanto mais, mas ele foi muitíssimo importante para mim. Ele me fez contar, eu desabei em lágrimas na casa dele, sentindo o peso e a culpa do mundo por estar confessando meus sentimentos. E ele me abraçou também, disse que isso não modificava nada, pois ele sabia quem eu era, quem eu sou. Lembro, que ao sair da casa dele, fiquei um pouco em pânico por uma pessoa na face da Terra já partilhar do meu segredo. Quanta bobeira, não é....

E, realmente, são essas pessoas que fazem diferença nas nossas vidas. São essas pessoas que são boas, compreensivas e tolerantes, que não veem mal algum em ser diferente, contanto que você seja bom.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Luzes da Noite

_____________________


Eu gosto de ver as luzes da noite.

Eu gosto de ver as luzes da noite. As luzes dos faróis dos carros que refletem nos vidros e fazem bolinhas cintilantes e milhares de formas geométricas incompreensíveis. As luzes dos prédios altos, pequenas janelinhas que brilham e guardam lá dentro pessoas com suas vidas cotidianas. As luzes dos postes que iluminam parcialmente as ruas da vizinhança, que sempre deixam a madrugada com um aspecto um tanto sinistro. As luzes das entradas dos bares e das baldas, tão coloridas e chamativas, convidativas em seu propósito de diversão. As luzes de neon, frenéticas e multi-coloridas que tecem anúncios borrados e de fácil destaque em meio às outras. E as luzes das estrelas, tão fracas lá no distante céu noturno da cidade. Céu escuro com alguns pontinhos do tamanho de agulhas que brilham incansavelmente, porém que na verdade são maiores do que todas as luzes do planeta juntas. 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Acordar ao seu lado

_________________________


Já amanheceu. A luz invadiu a janela do seu quarto fazendo-o ficar bem claro e me acordando mais cedo do que de costume. Na minha casa o sol não invade meu quarto, pois ele tem grossas cortinas blecaute que impedem a luz de entrar. Mas hoje, isso não é um problema, não é um problema acordar com a luz da manhã, ainda mais quando acordo e vejo você ao meu lado.

Você está ali, ainda dormindo. E sinceramente, do fundo do meu coração, eu penso: que bom que você realmente existe, que bom que estamos juntos. Vejo seu rosto descansando e dou um beijo nas bochechas, coloco a mão sobre seus cabelos e fico mexendo neles, descendo até mexer na sua orelha também, apertando ela como eu gosto de fazer.

Então você abre os olhos. Abre e fecha, acordando lentamente, vira e olha pra mim, retribuindo meu olhar. E eu percebo que você sente o mesmo que eu, que está tão feliz por estar acordando do meu lado como eu estou por estar ao seu.

Com um forte abraço ficamos ali, juntos, esperando o tempo passar e ao mesmo tempo desejando que ele não passe. E nesse momento eu sinto que n
osso amor é verdadeiro, que não importa se brigamos ou temos nossas crises às vezes, acordar ao seu lado sempre será tão incrível e reconfortante como sempre foi.


segunda-feira, 28 de março de 2011

Tensão Controlada

_____________________________________

Sim, eu sou uma pessoa um tanto neurótica.

Confesso até que sou meio medroso. Mas como não ser? Eu não sei mais que lugar é seguro, aonde se deve ou não ir, o que é aconselhável ou não. A violência cresceu em tantos lugares, e de tantas maneiras. Não só de assaltos, roubos, e coisas assim. Mas acho que no geral, as pessoas estão se tornando um pouco mais agressivas. No jeito de tratar os outros, de se portar, a gentileza parece que ficou em segundo plano e cedeu pra pressa, pra correria do dia-a-dia.

Fica difícil entender as pessoas, ainda mais quando gestos tão simples são esquecidos, quando a educação já pareçe não ter mais tanta importância. Por exemplo, dentro dos ônibus, é uma atropelação, um em cima do outro, nunca vi. Todos parecem animais, se esforçando pra entrar dentro de um mesmo lugar, brigando e se empurrando.

O problema de sair de noite sem se preocupar, ou até mesmo de dia, já que nem mais horário propício a assaltos existe mais. Andar sozinho, andar em grupo, andar de carro, pegar ônibus, eu não sei, parece que sempre pode acontecer alguma coisa. Eu realmente fico muito irritado e odeio me sentir impotente em relação as coisas que acontecem. O jeito é não criar oportunidades... mas também temos nossas vidas pra viver.

Eu fico muito indignado quando compramos alguma coisa, nos esforçamos ou guardamos dinheiro por muito tempo, e vem um mané e rouba de você em 5 minutos. É muita injustiça. E tá, vão me dizer que esse mané sofreu muito e tem muitos problemas, não teve oportunidades nem educação... mas poxa, eu também tenho problemas, você também, e acho que não é egoísmo querer as coisas que desejamos, que conquistamos, sonhar com uma vida calma e com qualidade. Sem essas tensões inerentes à vida urbana. Conheço tanta gente legal que já se deu mal nas ruas. Bem, eu também posso estar pensando errado, não sei. Dizem que o que vivemos na sociedade é culpa e reflexo da própria sociedade, mas eu começei minha vida agora, e acredito que não tenho culpa pelo mundo ser como é hoje, apesar de saber que tenho que ajudar a torná-lo um lugar melhor para se viver. Ou é errado e egoísta pensar assim? Só estou dizendo que este mundo está longe de ser ideal, e vai demorar muito para ser justo com todos os seus habitantes. Talvez, por causa dos próprios habitantes.

Mas acredito que essas sejam as consequências do mundo moderno, não? Ou pelo menos a realidade de uma cidade que cresceu demais, cresceu mais do que pôde suportar. Ou simplesmente, a realidade do Brasil.
.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Escolhe-se ser gay?

_____________________________

Hoje foi um dia muito diferente...

Estávamos na aula de Interculturalidade na Universidade conversando em grupo com as 2 professoras que ministram a aula, sobre escolhas e caminhos, que nada deve ser 100% radical, que não existem verdades absolutas ou coisas que estejam totalmente certas ou totalmente erradas, boas ou ruins. Tudo depende do lugar, da cultura, do povo, e principalmente, de quem vê essas questões, do observador, pois ele que define sua verdade interna.

E então numa discussão sobre o que é certo e errado para cada um, eu disse justamente isso, que as coisas não podem e nem devem ser extremadas pelo que é correto ou não, sempre temos que dosar e tolerar as pessoas em suas próprias individualidades desde que elas não interfiram na dos outros. E claro, cada um deve respeitar a individualidade do próximo, procurando compor uma sociedade justa e igualitária. Sim, um pouco utópico...

E então meu namorado disse que concordava com isso, e para a minha surpresa e de toda turma, ele falou mais ou menos isso:

"Por que, assim, eu sou gay, e acho errado quando as pessoas se referem a homossexualidade como 'opção'. Todos sabem que não é uma opção, você não escolhe, você nasce assim, e ainda assim se fala em 'opção'. Eu não escolhi ser gay, você acha que eu escolheria em sã consciência fazer parte de uma minoria, que sofre preconceitos, e ainda por cima pode apanhar na rua por besteiras?".

Ele falou o que nós estávamos conversando baixinho, sussurando, o que eu e ele pensávamos sobre essa questão da "opção". Mas eu nunca pensei que ele realmente pudesse falar alto pra todos daquele jeito! Eu fiquei tão feliz por ele, por ele ter essa atitude. Por que às vezes eu também gostaria de ter essa mesma coragem e dizer, defender minhas idéias sem ter que ficar pensando baixinho só comigo. Isso desencadeou mais algumas discussões sobre o tema, mas não houve problema algum com as professoras ou os alunos. Eu já contei pra minha mãe que sou gay fazem anos, e hoje está tudo bem, sem problema algum, ela e meu namorado se dão muito bem inclusive. Mas ainda tem o mundo pela frente, que é muito diferente de um coração de mãe...

E sobre a questão da escolha, eu sei dentro de mim que não foi uma escolha, que não se escolhe isso, do mesmo jeito que não se escolhe nascer negro ou nascer mulher, nascer baixinho ou alto. Religião é muito mais uma questão de escolha do que todas essas outras. Só queria dizer que o admirei muito por fazer isso, e inclusive no final da aula alguns colegas vieram dar os parabéns pela coragem dele, é sério! Nem todos na sala sabiam que ele é gay, e nem sobre mim, nem que somos namorados. Mas grande parte já desconfiava... e na realidade, acho que agora não tem problema algum em contar sobre nós também!

Volta e meia eu provoco ele pedindo pra ele me dar um beijo em público ou me abraçar, e ele se morde todo! Eu dou um abraço tímido, um beijinho rapidinho na bochecha antes que alguns estudantes passem e percebam, mas espero pelo dia em que possamos ficar juntos sem problema algum.

Por que eu amo ele, e se qualquer um parar e pensar, não há problema nenhum em amar, não prejudica absolutamente ninguém, muito pelo contrário! Só traz alegria =D

Ponyo!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Tediosa tarde de Verão

____________________________

Naquela tediosa tarde de verão,

Quando todos saíram de casa e eu fiquei sozinho,

Cansado de tanto olhar pras paredes e

quando os livros e o computador também já estavam cansados de me olhar,

Percebi que o calor, a monotonia e o tédio

me deixavam mais vegetativo ainda.

Só havia uma coisa que eu poderia fazer.

Eu saio de casa e vou andar pelas ruas,

Observando tudo como se visse pela primeira vez,

Vendo o céu azul e o sol se pondo,

As nuvens se mexendo lá em cima

E o barulho dos carros misturado com o dos passarinhos.

E então começo a correr,

Simplesmente sem motivos começo a correr,

O vento bate em meu rosto e o sangue começa a percorrer meu corpo,

Vou correndo bem rápido sem pensar pra onde vou, despenteando o cabelo e agitando a circulação.

Começo a sentir minhas pernas ficarem quentes e o vento toca meu rosto com mais velocidade, deixando tudo um pouco embaçado.

Eu corro, corro pra qualquer lugar, rápido, despreocupado, determinado, só para correr e sentir esse prazer, meu rosto começa a suar e a respiração ofegar.

E depois desacelero, cansado, respirando rápido, me curvando para o chão pra poder descansar.

E quando fico ereto novamente, sinto o vento mais uma vez em meu rosto, e as nuvens lá em cima, o céu ainda azul e o sol se escondendo, os passarinhos parando de cantar e o ronco dos carros ao longe.

É tão se sentir vivo!

Foi tão bom ME sentir vivo, como parte de um todo, um mundo em movimento. Sentir uma energia passar por mim, como que me acordando de um estado dormente. Não sei o que realmente aconteceu, só sei explicar que essa foi a melhor parte da minha tediosa tarde de verão.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Nós costumávamos ser amigos

_________________________________

~ Há muito tempo atrás, nós costumávamos ser amigos, mas eu não tenho pensado em você nos últimos tempos ~
Sempre que escutava uma música, essa música do trecho aqui de cima, ficava pensando se algum dia ela faria algum sentido pra mim, se alguém ou alguma situação se encaixaria nela. É uma música do seriado The OC, e tocava frequentemente quando alguma amizade balançava um pouco.

Uma vez eu fui idiota e até pensei: "se um dia eu brigar com algum amigo meu, eu vou mandar essa música!". Besteira minha, coisa de adolescente. O fato é que eu nunca briguei com nenhum amigo meu a ponto de querer mandar essa música ou simplesmente nunca mais ver na vida, pois todos os meus amigos verdadeiros são amigos que quero levar pra vida toda. Com exeção de alguns casos, pensando melhor... mas essas são situações bem específicas, e eu tinha meus motivos pra me afastar. Acho que quando amizades não fazem bem pra gente, quando nos incomodamos mais do que nos alegramos, não vale a pena continuar, certo? Não sei, acho que esse é meu critério.

Amizades vem e vão, e as que ficam são aquelas que são importantes demais pra a gente deixar ir, permitir que sequem e acabem. Quando as amizades são resistentes e importantes assim, não tem como deixá-las partir, por que elas simplesmente já estão na gente, dentro de nós, grudadas de tal maneira que não podem mais se separar. Assim que me sinto com as pessoas que sei que jamais vou deixar de ser amigo.

Por outro lado, algumas amizades são passageiras. Não que não tenham sido importantes, mas elas acabam, tem um prazo de validade que a gente nem imaginava que pudesse existir. Eu era super amigos de 2 meninas, e gostava muito de ambas. Elas eram amigas entre si e acabaram brigando, foi uma confusão, e eu nem sei direito como me meti na história também, mas acabei ficando no meio da briga delas. E hoje não falo com nenhuma, do mesmo jeito que elas entraram na minha na minha vida quase juntas, saíram assim também. E, por incrível que pareça, às vezes sinto falta delas. Sinto mais falta de uma do que de outra, mas mesmo assim, sinto saudades, e não sei se isso é normal ou se sou muito apegado.

Por isso que me sinto esquisito quando uma amizade dessas que grudam, ficam com você por anos e anos, parece que está chegando no fim do prazo de validade. Não sei o que fazer, como agir ou como evitar brigas ou distanciamentos. Não sei se é natural ou não, mas é estranho e até meio doloroso.

Pode até ser um processo natural, por que no fim das contas nós deixamos de falar com tantos amigos durante nossa vida, nossos supostos melhores amigos de colégio, vizinhança, nem todos aguentam o tempo e a distância quando crescemos. E não é que seja culpa de alguém, mas são coisas que acontecem, crescemos e mudamos e fazemos outros amigos, assim, desse jeito, por que às vezes combinam mais conosco ou por causa da situação que nos encontramos (mudamos de país, cidade, trabalho).

É só que amigos grandes, quando deixam um rastro e uma marca em nós, passam de uma condição a outra, parece que alguma coisa está errada. E daí, parece que eu começo a escutar aquela música do começo e ela faz um pouco mais de sentido... a long time ago, we used to be friends, but I have'nt tought of you lately at all...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

2010 e Feliz Natal e Ano Novo!

________________________________________


Então é isso, 2010 chegou ao fim!

Pensando nesse ano, tantas coisas boas aconteceram e tanto mudou.
Agora percebo que eu mesmo mudei, termino de um jeito bem diferente de como começei. De um jeito melhor, eu espero.

Esse foi o ano das surpresas, das reparações, de novas de
scobertas e de amizades, de estágio e de estudo. A faculdade ficou muito mais interessante que antes, e acredito que tirei muito mais proveito dela do que nunca. Esse também foi o ano em que descobri o que é amor (sim, sou clichê! XD), em que me tornei namorado de alguém que no começo do ano jamais imaginaria ser. Se alguém me perguntasse se isso seria possível lá em janeiro de 2010, acho que eu diria que não.

Puxa, e como foi bom dar uma chance e acreditar nela! Valeu cada instante, e tornou esse ano mais mágico ainda, e sou muito feliz por estar do lado dele agora, muito mesmo. Sei que esperei pra encontrar alguém que eu amasse de verdade, e que gostasse muito de mim também, e encontrei isso aonde menos esperava. Sabe, às vezes deixamos um sentimento que não existia antes crescer e tomar conta da gente, e depois percebemos que é quase impossível viver sem ele.

E eu fui acabar encontrando, ou sendo encontrado, por alguém que gosta tanto de mim e quer tanto meu bem. Sou agradecido demais por isso, e sei que fui muito sortudo nesse ano! Sortudo por que pude ver meus melhores amigos reunidos juntos no dia do meu aniversário, por sair com eles a noite, por ser mais eu mesmo, por ser menos preocupado e mais feliz!

E sim, houveram brigas também, e momentos em que eu não sabia direito o que fazer ou que a indecisão persistia em meu pensamento, mas sei que tudo foi um processo e um aprendizado, me deixando mais maduro e forte, tornando esse ano mais intenso do que qualquer outro. Agora, ainda por cima, tenho uma viagem pra fazer que eu nem imaginav
a que aconteceria tão rápido! Na realidade, nem pensava que realmente pudesse acontecer! XD

Obrigado a todas as pessoas que tornaram esse ano maravilhoso!
Amo muito minha família, meus amigos, e meu amor!
2010 Foi um ano repleto de boas lembranças.
E 2011 vai ser ainda melhor! =D

Tudo de MELHOR pra todos!


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Dia Surreal

_________________________________


Foi simplesmente incrível o que aconteceu, quando eu olhei, não pude acreditar. Sei que tive um dos dias mais lindos e especiais da minha vida, um dos melhores dias dela, sem dúvida nenhuma.

Meu aniversário de 20 anos!


Vou tentar explicar aqui um pouco desse dia tão surreal, mas não sei se vou conseguir descrevê-lo à altura do quanto significou pra mim. Eu já estava na casa da minha tia, tinha almoçado com minha família, era um domingo. Dia do meu aniversário mesmo, e já tinha sido ótimo ficar lá com eles.

Sabia que minha melhor amiga ia passar na casa da minha tia pra darmos uma volta de carro. Mas não podia imaginar que quando o carro chegasse, dentro dele estariam algumas das pessoas mais importantes pra mim.

Bem, lá estava meu melhor amigo, minha melhor amiga, a prima da minha melhor amiga, e meu namorado! Meu amigo e minha amiga não são exatamente o que se pode chamar de "amigos", não se falavam há muito tempo, e já há muito desistiram de conviver. Porém, eu sempre fui amigo dos dois, sempre gostei dos dois, por mais que eles fossem diferentes um do outro sempre tive carinho por ambos e os mantive em minha vida desde criança até crescer. E os ver juntos ali significou mais do que posso descrever. Pois sei que estavam fazendo aquilo por mim, uma espécie de sacrifício pra que esse dia surreal fosse bem sucedido e pudesse existir.

E em nenhum momento ficou alguma situação estranha ou um clima pesado, muito pelo contrário, estavam todos tão felizes, dando risadas, alegres, todos tão bem, que nem podia acreditar.

Pois bem, continuando a história. Meu namorado fez toda uma preparação, ele criou uma espécie de passaporte, o passaporte para o "tour do aniversariante"! Após receber o passaporte eu entrei no carro e eles me vendaram. Agora iríamos para lugares importantes pra mim, que tinham boas memórias com todos eles, todos os lugares que significaram momentos importantes desses meus 20 anos. Minha tarefa era descobrir para onde seguíamos, qual era cada um dos pontos, enquanto eles me davam dicas no percurso.

Só posso dizer que foi MUITO divertido e feliz! Passeando de carro pela cidade com trilha sonora de Jay Vaquer, meu cantor nacional preferido, e com todos ali naquele carro, é uma das lembranças mais preciosas que eu tenho.

Quando chegávamos nos pontos, quando eu descobria o lugar, as vendas eram tiradas e ficávamos conversando um pouco sobre as lembranças do respectivo lugar, tirávamos algumas fotos ou descíamos pra caminhar ali. Meu namorado fez a mão plaquinhas pra todos os "pontos", ele as desenhou e com elas eu aparecia nas fotos. Tudo feito com muito carinho, tantas coisas pensadas pra esse dia que só de eles pensarem nisso já valeria a pena.

Dentro dos lugares visitados estava o Spei, colégio onde conheci o melhor amigo, o Tia Paula, colégio que conheci a melhor amiga (e a melhor escola onde já estudei), a Praça do Japão, lugar dos Matsuris e coisas japonesas que eu gostava tanto de participar, o Jardim Botânico, parque dos pique-niques e passeios com os amigos, Yankee, a baladinha com o show do Jay Vaquer onde eu disse sim pra pessoa que hoje é meu namorado e me faz tão feliz, minha antiga casa na Vila Izabel perto dos amigos mais antigos, um parquinho perto de casa onde tive um dia inesperado com os amigos e o pai de uma, a UTFPR onde consegui meu primeiro estágio, e tantos outros lugares que não caberiam listar aqui.

O mais incrível foi chegar em casa, a última parada do meu tour, por que afinal, "não existe lugar como a casa da gente", e ver que ali tinha uma festinha praparada e que meus outros amigos lá esperavam por mim!

Sério, esse foi o dia que mais me achei importante na vida daquelas pessoas! Me senti tão querido e amado pelos amigos e família que não sei descrever a sensação ao certo. No final, ainda tinha um vídeo gravado com as pessoas que não podiam estar presentes, mais uma surpresa feita pelo meu namorado. Quando achei que não haveriam mais surpresas! Num certo ponto até me perguntei se merecia tudo aquilo.

E eu estava em êxtase, não acreditava no dia surreal que havia vivido. Com certeza um dos dias mais felizes, mais emocionantes, mais memóraveis... o aniversário de 20 anos. Mais surreal ainda foi perceber que ele realmente aconteceu, e pereceber que aquelas pessoas realmente existem, pessoas incríveis que tornaram esse dia surreal num dia real em minha vida, que ficará gravado no meu coração SEMPRE!

Só tenho a agradecer a todos eles, e agradecer a qualquer força misteriosa/sobrenatural/seja lá o que for, que trouxe pessoas assim na minha vida.

Realmente, MUITO OBRIGADO!


terça-feira, 12 de outubro de 2010

My Special One

_____________________________


É impressionante o jeito que gosto de você, como sinto sua falta tão rápido, como te quero tão bem, é impressionante poder amar você!

Como fui sortudo por você aparecer na minha vida, alguém que estava ali o tempo todo, até que eu finalmente o pudesse enxergar de outra maneira e perceber quantas coisas boas podiam nascer ali. Justo eu, que sempre tive tantos pensamentos sobre amor, relacionamentos, namoros e como todas essas coisas deviam ser, acabei achando alguém do jeito que eu imaginava, como já pensava não existir.

E sou feliz por ter dado a chance de tantas coisas boas aconteceram na minha vida. Acho que realmente precisamos arriscar nossos sentimentos, e quando nos damos conta, vemos que valeu a pena!

E hoje não consigo me imaginar sem você. Talvez seja um problema, um vício, às vezes até me dá medo, mas tudo o que eu quero é poder aproveitar o tempo que tenho o seu lado, o máximo que puder!

Te fazer feliz, tanto quanto você me faz, te fazer sentir especial, querido e amado, assim como você me faz sentir. E, enquanto estiver ao seu lado, quero lhe proporcinar todas essas boas coisas, as melhores coisas do mundo.

Por que?
Simplesmente, por que eu te amo!


domingo, 12 de setembro de 2010

Inquietação

_______________________________



Inquietação

Algumas vezes,
Um sentimento estraho vem ao peito,
Alguma coisa que não sei explicar direito.

Não sei dizer o que é,
Mas é algo que me faz pensar, questionar,
E me sentir estranho e errado, de repente, atordoado.

No que estou fazendo, no que poderia ser,
No que estou deixando de fazer e ser,
Naquele futuro que nunca vai acontecer.

________________________________________

Não sei ao certo por que escrevi isso, me senti assim e em 5 minutos digitei isso aí. Nem sei se pode ser considerado 'poema', ainda mais por que tem rimas bem toscas, mas foi alguma coisa que eu quis botar pra fora no momento.

Costumeiro sentimento do meu ser, que volta e meia costuma vir me visitar só pra atrapalhar.